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Leite, café, ou café com leite?

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Mudar é mesmo necessário, porém não muito simples.
Esses dias mesmo, estava observando meus últimos interesses e acabei por perceber, por exemplo, que a carreira que estava tão convicta em seguir já não é mais certa e permanente em minha cabeça. Talvez tenha confundido paixão com profissão, não que não goste do que pretendo fazer, mas têm coisas que são por diversão, ou por prazer, como é para mim fazer teatro.
Apesar de ter “certeza” em querer cursar fotografia na faculdade, pensava onde ficariam meus textos e minha vontade de escrever e expressar através de palavras minhas idéias, pensamentos ou acontecimentos vistos aos meus olhos; imagens são imagens, sempre passam uma idéia e provocam um sentimento, mas eu preciso mais que isso. Preciso de perfeita compreensão no que quero transmitir, ou talvez nem tanto, dependendo de como eu queira escrever.
Quero, pois, conseguir juntar as duas maiores paixões profissionais que tenho: fotografia e escrita! Aí sim, fica ótimo.
Pensando nisso, lembro que cresci dizendo que quando crescesse seria apresentadora de programas na televisão, pois achava que desse modo conseguiria saber sobre o que as outras pessoas pensam, me expressar, falar com pessoas que conhecem muitas coisas, isso me fascinava tanto! E também tinha, claro, uma vontade enrustida de ser atriz, porém achava que não seria legal fazer certas cenas com certas pessoas e sempre soube da minha dificuldade em decorar textos.
Sendo assim, minha mãe me apoiava e dizia que eu tinha que fazer um curso de Comunicação Social, e eu gostava tanto desse nome! Até meus 14 anos pensei firme nessa coisa de fazer comunicação. Depois decidi ir para design de interiores, que durou só um ano, e logo passei para fotografia, que sustentava até pouco tempo.
Durante essas oscilações profissionais, ouvi algumas vezes “Por quê você não faz Jornalismo?” e sempre respondia que não, pois seria muito chato, usar roupas sociais, televisão, ou então ter de escrever sobre os cinco tiros que deram no Zé da esquina, pobre coitado. Mas esse meu conceito vem sendo dissolvido, ao pensar que eu posso seguir por outra vertente do jornalismo, já que sempre faço o lado alternativo das coisas. Penso em trabalhar numa editora, porém sem ter que escrever sobre desastres, nem cabelos e unhas, mas sim sobre coisas boas, diferenças, Brasil, mundo, arte, enfim: cultur
a!
Já até vi as matérias do curso em algumas universidades, umas muito interessantes, outras nem tanto; também depende da faculdade.
Enfim, acredito que a fotógrafa vai ficar para complementar meu trabalho no jornalismo e nas horas vagas, porque já nascem projetos culturais numa mente que não pára…