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O Fotojornalismo não é imparcial!

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Matheus Mazini, além de professor de fotografia, é fotógrafo freelancer para a Editora Abril, autor de dois livros e já publicou vários artigos em revistas científicas, nesse ramo. Ao falar sobre o que é necessário para um bom fotojornalismo, Mazini cita adjetivos que fazem do profissional um fotógrafo de destaque, e levanta uma questão curiosa: para ele, o fotojornalismo não é imparcial.

“Fotojornalismo é ponto de vista, percepção, técnica e engajamento. Ele não é imparcial, pois não dá pra separar a visão crítica do fotógrafo com o resultado final de seu trabalho. Um simples ângulo pode carimbar toda a opinião de quem capturou a foto. Por isso é importante estar engajado e saber tudo o que acontece a sua volta, se não algum detalhe importantíssimo pode passar despercebido pela vista do fotógrafo, o que é lamentável”.

A fotografia voltada para o jornalismo tem que estar em plena sintonia com a matéria escrita, caso contrário, não há ligação coerente; a foto tem que “falar a mesma língua” da notícia. Ao afirmar isso, podemos dizer que o texto jornalístico também não é imparcial. Ao ser indagado com essa conclusão, Matheus prefere apenas dizer: “Acredito que verdadeira imparcialidade no jornalismo é utopia”.

 

O Fotojornalismo acabou

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Eder Chiodetto fala sobre a modificação do atual modelo de fotojornalimo que já tá jogando a toalha.

“É o que diz a representante da falida Gamma no artigo que Eduardo Knapp, fotógrafo da Folha de São Paulo, nos mandou: vamos ter que partir para assuntos mais profundos!
O tempo passa e aquilo que escrevi naquela matéria em que eu comentava a exposição da Arfoc (Associação Profissional de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos) tempos atrás, e que causou todo aquele rebuliço, vai se confirmando.
É claro que o fotojornalismo não acabou e nunca acabará! O que acabou e segue acabando velozmente é o modelo jornal impresso-funcionário-pautinha na mão e fotógrafo bem mandado obedecendo o sistema, contando histórias que não as que ele queria, reproduzindo o aparato ideológico de uma classe que não é a dele.
Enquanto o veículo, mal das pernas por não saber o que fazer com a revolução tecnológica e como se reinventar diante da mídia eletrônica, segue dando mais e mais espaço para a publicidade, e fim das viagens, fim das reportagens, fim das coberturas mais aprofundadas, fim do espaço para publicar… Fim!
Mas alguém acredita que o mundo está se desinteressando por imagens da sua história cotidiana? Não, né? Então galera, vamos nos REINVENTAR. Sobreviverá quem tiver histórias para contar. Só os amadores temem os amadores. Os profissionais se impõem com ideias, práticas, pesquisa, fôlego.
Sim, temos que partir para “assuntos mais profundos”, a moça da Gamma fala o óbvio. E que se criem blogs, sites, grupos de discussão, mídias alternativas… E depois, naturalmente, as empresas carentes de conteúdo e originalidade virão correndo para nos patrocinar.
Vamos inverter o curso das coisas. É um momento de total revisão de paradigmas. E acho fantástico viver nesse momento de turbulência. Quem souber viabilizar sua vontade/necessidade de ser fotógrafo viverá.
O Knapp, assim como o Lobão, sempre tem razão: “Foto Divulgador” never more!!! E mestre Bittar também: “sem choradeira, vamos trocar o defunto”, que definitivamente não é o fotojornalismo, mas o modelo no qual a maioria ainda insiste.”

Eder Chiodetto

Jornalista, fotógrafo e curador do Clube de Fotografia do MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo

Leite, café, ou café com leite?

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Mudar é mesmo necessário, porém não muito simples.
Esses dias mesmo, estava observando meus últimos interesses e acabei por perceber, por exemplo, que a carreira que estava tão convicta em seguir já não é mais certa e permanente em minha cabeça. Talvez tenha confundido paixão com profissão, não que não goste do que pretendo fazer, mas têm coisas que são por diversão, ou por prazer, como é para mim fazer teatro.
Apesar de ter “certeza” em querer cursar fotografia na faculdade, pensava onde ficariam meus textos e minha vontade de escrever e expressar através de palavras minhas idéias, pensamentos ou acontecimentos vistos aos meus olhos; imagens são imagens, sempre passam uma idéia e provocam um sentimento, mas eu preciso mais que isso. Preciso de perfeita compreensão no que quero transmitir, ou talvez nem tanto, dependendo de como eu queira escrever.
Quero, pois, conseguir juntar as duas maiores paixões profissionais que tenho: fotografia e escrita! Aí sim, fica ótimo.
Pensando nisso, lembro que cresci dizendo que quando crescesse seria apresentadora de programas na televisão, pois achava que desse modo conseguiria saber sobre o que as outras pessoas pensam, me expressar, falar com pessoas que conhecem muitas coisas, isso me fascinava tanto! E também tinha, claro, uma vontade enrustida de ser atriz, porém achava que não seria legal fazer certas cenas com certas pessoas e sempre soube da minha dificuldade em decorar textos.
Sendo assim, minha mãe me apoiava e dizia que eu tinha que fazer um curso de Comunicação Social, e eu gostava tanto desse nome! Até meus 14 anos pensei firme nessa coisa de fazer comunicação. Depois decidi ir para design de interiores, que durou só um ano, e logo passei para fotografia, que sustentava até pouco tempo.
Durante essas oscilações profissionais, ouvi algumas vezes “Por quê você não faz Jornalismo?” e sempre respondia que não, pois seria muito chato, usar roupas sociais, televisão, ou então ter de escrever sobre os cinco tiros que deram no Zé da esquina, pobre coitado. Mas esse meu conceito vem sendo dissolvido, ao pensar que eu posso seguir por outra vertente do jornalismo, já que sempre faço o lado alternativo das coisas. Penso em trabalhar numa editora, porém sem ter que escrever sobre desastres, nem cabelos e unhas, mas sim sobre coisas boas, diferenças, Brasil, mundo, arte, enfim: cultur
a!
Já até vi as matérias do curso em algumas universidades, umas muito interessantes, outras nem tanto; também depende da faculdade.
Enfim, acredito que a fotógrafa vai ficar para complementar meu trabalho no jornalismo e nas horas vagas, porque já nascem projetos culturais numa mente que não pára…

Honra ao Mérito

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uma das fotos que tirei... ah! 😐

Ha alguns anos venho me interessando por fotografia, fotografar e esse mundo. Adquiri uma câmera, com poucos recursos, mas foi o que deu pra comprar; e assim fui fazendo minha “fama” de fotógrafa amadora por aí. Procurei alguns contatos do ramo, pra me interar do assunto e até quem sabe descolar um trabalho nisso, minha primeira realização. Tabalho arrumado e bastaram algumas semanas para que toda minha vontade de trabalhar com fotografia se esvaísse por causa de um “cabide profissional” onde se é melhor contratar alguém totalmente leigo no assunto, mas que já seja amigo próximo de um funcionário antigo, que manter uma “zé ninguém”, a ponto de um dia me perguntarem se eu sabia o que era uma foto em sépia… “Minha querida, se nem isso eu soubesse, não teria pedido emprego aqui, dito que faço algumas fotos e que gosto do assunto; teria logo ido à uma loja de roupas ou sapato, onde o emprego é mais braçal, porém ligeiramente mais fácil e melhor remunerado.” – pensei, mas com uma barreira de boas educações que mamãe me deu, me limitei ao: Sei sim! . Bullshit. Saí daquele emprego de semanas, sem dinheiro, sem esperanças, sem sorriso, mas uma coisa era certa: minha paixão crescera ainda mais pela arte de fotografar, eu via as fotos de rolo de filme sendo reveladas e mexia na máquina de fotos digitais, praticamente só pra isso me serviu esse emprego. Passado esse tempo, continuei e agora mais disposta que nunca com o propósito de fotografar, mas só ficava na espera de me mudar e ter chances de mostrar meu trabalho por aí, e melhor: com recompensas financeiras – o famoso sucesso profissional; que é quando não necessáriamente a pessoa é rica, mas ganha dinheiro fazendo o que gosta, quase sem perceber, e não trancada num escritório ou fábrica apenas pelo dinheiro. (sem ofensas e quem trabalha nisso e gosta)
Eis que, antes do tempo imaginado me surge uma proposta. Um contato da família viu minhas fotos, gostou e disse que daria uma festa no próximo sábado comemorando seu aniversário e inauguração de sua casa nova, queria que eu fosse fotografar o evento e fazia questão de ser o primeiro trabalho remunerado com minha fotografia. Nessa semana, depois dos saltos de alegria, corrí atras de uma câmera melhor, porque a minha não faria as fotos do jeito que tinha de ser; emprestar de alguém era a solução mais rápida que pensei, e assim o fiz.
Consegui a câmera no dia da festa, mal tive tempo de testar e conhece-la com calma, mas fui que fui!
Contente, chego na “casa de rico” do homem que me “contratou”, linda, com iluminação perfeita, pessoas e até a comida era bonita, tudo maravilhoso e quase 300 fotos batidas durante a noite, uma festa só!
Chegando em casa, lá pelas 4:00 da madrugada, fui correndo passar as fotos pro computador para ver meu trabalho. Passei, franzi a testa, fui dormir.
No dia seguinte, a cara de derrota era visível até a quem não me conhecia. Liguei o computador novamente, olhei as fotos, e de novo franzi a testa. Deletei as que não serviam, as borradas, desfocadas (?), escuras demais.. Sobraram umas 100. O dono da festa me mandando e-mails perguntando quanto ficou, como ficaram as fotos e etc. Nem tinha coragem de responde-lo. Corrí atras de ajuda, melhora, mas não havia! As fotos saíram quase todas granuladas, com textura ruim, feias de aparência mesmo. Os ângulos captados eram bons, mas faltava a nitidez linda das fotos digitais. O quer fazer agora?
Esperei até o fim da semana, quando o homem viria buscar as fotos gravadas num CD; ele ainda esperava minha resposta no e-mail. Quase sexta – feira o informo do problema ocorrido e explico, que foi uma função usada que sensibilizou demais a lente, fazendo com que as fotos ficassem um tanto granuladas, disse que não iria cobrar pois o trabalho não ficou do jeito que eu queria (nada mais justo) e pedi mil desculpas, arrasada.
Poxa! Eu não ia cobrar muito, mas a grana ia me ajudar bastante, pelo menos a não pedir mais pra minha mãe por alguns fins de semana, não contando que foi um trabalho super legal que eu acabei estragando, como se eu deixasse meu próprio doce azedar.
A campainha toca, é ele. Pego o CD, abro a porta com um sorrisinho teatral, e ele me diz: O que você aprontou, hein menina?
– Você viu meu e-mail? – perguntei acanhada
– Vi sim.. Você mandou ontem lá por meia noite e meia, eu li.
– Pois é (sorrisinho amarelo).. Aconteceu que.. E expliquei novamente o caso da lente, terminando com um “mas tudo bem, na próxima vez eu tiro fotos conhecendo melhor o material em mãos.. (totalmente sem jeito e com uma vontade de dizer: quebra esse CD porque tá horrível!!)
– O que é isso. Não se preocupe! (como todo bom “bem de vida” trintão bonitão, dando um sorriso largo e pensando “você tem muito o que aprender ainda” – que se estampava no seu rosto com olhos verdes apertadinhos pelo sorriso) – Tira duas notas no bolso e diz: Toma!
Eu pego, sem saber o que fazer, “eu não posso pegar, já disse a ele que não ia cobrar!”, tento devolver, ele rejeita, rapidamente entra no carro dizendo: Manda um beijo pra sua mãe, até mais!!
Fiquei parada no portão, estava chuviscando, eram duas notas que seriam até mais do que eu ia cobrar. Estática!
Mostro à minha mãe e ela fica feliz, mas eu nem tanto. Não queria que fosse assim meu trabalho, o dinheiro foi como aquelas medalhas que a gente ganhava nos tempos da escolinha por ter participado de uma competição, os três primeiros lugares com medalhas de ouro, prata e bronze respectivamente e o resto da cambada com uma medalhinha menor e mais fina escrita “honra ao mérito”, sei bem disso porque sempre as ganhei, visto que esportes nunca foram muito com a minha cara, nem eu com a deles.
Senti como me sentia nesses campeonatos, mas pior, porque foi como ganhar uma medalha de ouro no lugar da “honra ao mérito”, claro, não desmerecendo a boa vontade e gentileza do homem, mas meu ego clama por um trabalho decente e, daí sim, reconhecido.
2008 é um ano de realizações, de ação, de colocar em prática planos guardados ou sonhados, visto que é regido por Marte, o guerreiro. A cor da sorte pra esse ciclo é o vermelho, vou me pintar deste, pra ver se fotografo melhor..