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Olha lá – matéria sobre a Umbanda

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Recebi com muito carinho a pauta sobre a religião Umbandista para a revista Trilhos Urbanos de Novembro de 2011.

Sabia que seria um desafio e tanto, era uma matéria importante e relativamente grande, além de ser um assunto completamente desconhecido por mim.. Fiquei um bom tempo pensando em como abordar o tema, mas foi só começar que as ideias começaram a surgir e eu fui me apaixonando pela diversidade que ele traz..

Espero que gostem (:

http://issuu.com/paulostucchi/docs/trilhos_novembro

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Odó-Iyá, rainha do mar!

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O Fotojornalismo não é imparcial!

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Matheus Mazini, além de professor de fotografia, é fotógrafo freelancer para a Editora Abril, autor de dois livros e já publicou vários artigos em revistas científicas, nesse ramo. Ao falar sobre o que é necessário para um bom fotojornalismo, Mazini cita adjetivos que fazem do profissional um fotógrafo de destaque, e levanta uma questão curiosa: para ele, o fotojornalismo não é imparcial.

“Fotojornalismo é ponto de vista, percepção, técnica e engajamento. Ele não é imparcial, pois não dá pra separar a visão crítica do fotógrafo com o resultado final de seu trabalho. Um simples ângulo pode carimbar toda a opinião de quem capturou a foto. Por isso é importante estar engajado e saber tudo o que acontece a sua volta, se não algum detalhe importantíssimo pode passar despercebido pela vista do fotógrafo, o que é lamentável”.

A fotografia voltada para o jornalismo tem que estar em plena sintonia com a matéria escrita, caso contrário, não há ligação coerente; a foto tem que “falar a mesma língua” da notícia. Ao afirmar isso, podemos dizer que o texto jornalístico também não é imparcial. Ao ser indagado com essa conclusão, Matheus prefere apenas dizer: “Acredito que verdadeira imparcialidade no jornalismo é utopia”.

 

O Fotojornalismo acabou

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Eder Chiodetto fala sobre a modificação do atual modelo de fotojornalimo que já tá jogando a toalha.

“É o que diz a representante da falida Gamma no artigo que Eduardo Knapp, fotógrafo da Folha de São Paulo, nos mandou: vamos ter que partir para assuntos mais profundos!
O tempo passa e aquilo que escrevi naquela matéria em que eu comentava a exposição da Arfoc (Associação Profissional de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos) tempos atrás, e que causou todo aquele rebuliço, vai se confirmando.
É claro que o fotojornalismo não acabou e nunca acabará! O que acabou e segue acabando velozmente é o modelo jornal impresso-funcionário-pautinha na mão e fotógrafo bem mandado obedecendo o sistema, contando histórias que não as que ele queria, reproduzindo o aparato ideológico de uma classe que não é a dele.
Enquanto o veículo, mal das pernas por não saber o que fazer com a revolução tecnológica e como se reinventar diante da mídia eletrônica, segue dando mais e mais espaço para a publicidade, e fim das viagens, fim das reportagens, fim das coberturas mais aprofundadas, fim do espaço para publicar… Fim!
Mas alguém acredita que o mundo está se desinteressando por imagens da sua história cotidiana? Não, né? Então galera, vamos nos REINVENTAR. Sobreviverá quem tiver histórias para contar. Só os amadores temem os amadores. Os profissionais se impõem com ideias, práticas, pesquisa, fôlego.
Sim, temos que partir para “assuntos mais profundos”, a moça da Gamma fala o óbvio. E que se criem blogs, sites, grupos de discussão, mídias alternativas… E depois, naturalmente, as empresas carentes de conteúdo e originalidade virão correndo para nos patrocinar.
Vamos inverter o curso das coisas. É um momento de total revisão de paradigmas. E acho fantástico viver nesse momento de turbulência. Quem souber viabilizar sua vontade/necessidade de ser fotógrafo viverá.
O Knapp, assim como o Lobão, sempre tem razão: “Foto Divulgador” never more!!! E mestre Bittar também: “sem choradeira, vamos trocar o defunto”, que definitivamente não é o fotojornalismo, mas o modelo no qual a maioria ainda insiste.”

Eder Chiodetto

Jornalista, fotógrafo e curador do Clube de Fotografia do MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo

Leite, café, ou café com leite?

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Mudar é mesmo necessário, porém não muito simples.
Esses dias mesmo, estava observando meus últimos interesses e acabei por perceber, por exemplo, que a carreira que estava tão convicta em seguir já não é mais certa e permanente em minha cabeça. Talvez tenha confundido paixão com profissão, não que não goste do que pretendo fazer, mas têm coisas que são por diversão, ou por prazer, como é para mim fazer teatro.
Apesar de ter “certeza” em querer cursar fotografia na faculdade, pensava onde ficariam meus textos e minha vontade de escrever e expressar através de palavras minhas idéias, pensamentos ou acontecimentos vistos aos meus olhos; imagens são imagens, sempre passam uma idéia e provocam um sentimento, mas eu preciso mais que isso. Preciso de perfeita compreensão no que quero transmitir, ou talvez nem tanto, dependendo de como eu queira escrever.
Quero, pois, conseguir juntar as duas maiores paixões profissionais que tenho: fotografia e escrita! Aí sim, fica ótimo.
Pensando nisso, lembro que cresci dizendo que quando crescesse seria apresentadora de programas na televisão, pois achava que desse modo conseguiria saber sobre o que as outras pessoas pensam, me expressar, falar com pessoas que conhecem muitas coisas, isso me fascinava tanto! E também tinha, claro, uma vontade enrustida de ser atriz, porém achava que não seria legal fazer certas cenas com certas pessoas e sempre soube da minha dificuldade em decorar textos.
Sendo assim, minha mãe me apoiava e dizia que eu tinha que fazer um curso de Comunicação Social, e eu gostava tanto desse nome! Até meus 14 anos pensei firme nessa coisa de fazer comunicação. Depois decidi ir para design de interiores, que durou só um ano, e logo passei para fotografia, que sustentava até pouco tempo.
Durante essas oscilações profissionais, ouvi algumas vezes “Por quê você não faz Jornalismo?” e sempre respondia que não, pois seria muito chato, usar roupas sociais, televisão, ou então ter de escrever sobre os cinco tiros que deram no Zé da esquina, pobre coitado. Mas esse meu conceito vem sendo dissolvido, ao pensar que eu posso seguir por outra vertente do jornalismo, já que sempre faço o lado alternativo das coisas. Penso em trabalhar numa editora, porém sem ter que escrever sobre desastres, nem cabelos e unhas, mas sim sobre coisas boas, diferenças, Brasil, mundo, arte, enfim: cultur
a!
Já até vi as matérias do curso em algumas universidades, umas muito interessantes, outras nem tanto; também depende da faculdade.
Enfim, acredito que a fotógrafa vai ficar para complementar meu trabalho no jornalismo e nas horas vagas, porque já nascem projetos culturais numa mente que não pára…