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O coração de uma atriz..

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Se eu pudesse dar uma dica, seria esta: nunca se envolva com atores. Ou atrizes.

Essas pessoas não são de se confiar. Apesar de verdadeiros, costumam ser muito perspicazes, com todas as cenas do mundo conseguem o que querem e depois dão o desfecho que pensam caber aos coitados que se envolveram. As atrizes em especial conseguem umas façanhas de invejar. Às vezes sabem até ludibriar os mais  inteligenes olhos! Mas coitadas, são tão contraditórias.. Tão contraditórias que é comum cairem na própria personagem que criam com cada ‘caso’.

‘Ó que carinha amável ela tem!’ – exclamam os que gostam de tal papel. É, o segredo das atrizes é acertar em cheio o papel que agrada o envolvido. Se gostam de meigas, olhinhos redondos, sorrisinhos e meiguisse à eles. Assim como olhos de gata e sorriso sarcástico aos que são mais submissos. É fazer o papel e garantir a diversão de ambos.

“Que frieza!” – Sim. Se digo é porque isso acontece realmente. É Macbeth disfarçado de Julieta. Mas tem um ‘porém’ nisso tudo! Não é só de papéis que vive uma atriz. Mesmo neles, há um sentimento, não tem como encenar sem sentir..

Por outro lado, quando se apaixonam.. Quando alguém deveras consegue esse feito.. As delicadas cênicas percebem que caíram feio quando, ao escolher a personagem, escolhem a si mesmas. Um alguém que tem todas as reações possíveis, sem programar, sem ter sentido, apenas movidas pela emoção.

O coração se transforma no corpo inteiro, latejando e vibrando internamente, como Clarice descreveria “com aquela lâmina fina e gelada de aço, encostando no coração quente e úmido, causando aquele calafrio”. É isso. Quando uma atriz se entrega de verdade, os olhos não sabem pra onde correr (meu Deus, não conseguem encenar nada além do que estão sentindo!), as mãos suam e tremem levemente, como quando vão entrar em palco. O corpo por dentro parece uma máquina a todo vapor e as palavras… As palavras simplesmente somem, como um texto esquecido, onde a personagem principal se encontra mergulhada na cena, e todos esperando alguma ação programada.

Essa é a hora da sinceridade. Hora na qual tudo é tomado pela emoção e se diz as falas mais bonitas, ou não diz nada. Os olhares sinceros, profundos e desesperados param ao encontro de outro que, normalmente, quer saber qual a verdadeira essência daquilo tudo.  E ao chegar mais perto, o coração responde: Sou eu. De verdade, nú e quieto a te esperar.

Se eu pudesse dar uma dica, seria esta: se envolva com atrizes..

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Colors. I see colors coming soon

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s50357971Outro dia parei pra pensar em quantas vezes penso que vou me apaixonar por alguém. Claro, perdi as contas. A gente é engraçado, né? Digo porque, por mais que eu pense que me fecho pra essas coisas, estou sempre pensando na possibilidade de um relacionamento, ou mesmo de uma aproximação com fulano que acabei de conhecer por acaso, ou com o outro, que ha tempos observo; enfim. E não adianta negar, eu sei que você também é assim. Pronto, falei. Você, ele, elas, eu, todos, pelo menos uma vez na vida já pensamos nisso. E é curioso, porque fica sempre numa expectativa, muda a rotina, tenta encontrar, trombar, ou pelo menos ver de longe a pessoa. Ficamos parencedo bobos, mas só nós sabemos disso. Daí vem o pensamento: pára que está ficando ridículo pra você mesmo. E o outro: tô nem aí. Só para alimentar uma possibilidade, ou um pensamentozinho que seja. Aí tem alguns destinos para essa situação interna: Você começa deixar transparecer que fica bobo quando a pessoa vem, os outros percebem e dá certo alguma coisa, ou mesmo deixando transparecer a pessoa finge que não sabe de nada e você entende o recado. Ou então, tu deixa pra lá, vê que não estava tão eufórico e parte pra outra. Tudo pra sanar momentaneamente sua carência permanente. E não negue!